11 de outubro de 2013

On the Road e as conclusões.

Quanto menos tenho tempo pra ler, mais desejo me jogar em alguns livros... Deixar a mente viajar e aprender o quanto for possível. Pensando nisso, decidi falar sobre meu fracasso (praticamente) na leitura do "On the Road" e o que de mais especial encontrei nele.

Já começo dizendo que não terminei de ler, fui até um pouco depois da segunda parte e, como a história não "evoluia" de modo algum, foi inevitável pra mim não "largar mão". Não chega a ser ruim ao todo, alguns relatos das viagens feitas de carona pelo narrador-personagem são até bem cativantes, mas a sensação que dá é de que os acontecimentos são muito repetitivos. Quando você acha que vai acontecer algo relevante pra mudar o rumo da coisa, novamente se depara com aqueeela mesmice: estrada, parada rápida, estrada, mesmas pessoas, mesmas conversas, estrada mais uma vez.

Por outro lado, o que realmente me fez sentir que essa tentativa de leitura valeu a muito a pena, foi um único parágrafo que descreve tão bem questões que vivem perambulando pela minha cabeça. Como não poderia deixar de postá-lo, aí vai ele:
"Garotas e rapazes da América têm curtido momentos realmente tristes quando estão juntos; a artificialidade os força a se submeterem imediatamente ao sexo, sem os devidos diálogos preliminares. Não me refiro a galanteios, mas sim um profundo diálogo de almas, porque a vida é sagrada e cada momento é precioso."

É isso aí, provavelmente é meu parágrafo preferido dente todos os livros que li.