7 de outubro de 2012

Alto contraste

Me misturava com o ambiente e via nas paredes, principalmente, as marcas de uma ideia recém-nascida. O som moldava meu corpo e esculpia uma personagem de coração mais resistente, porém, muito mais pesado.

{Menina-mariposa, se fantasiando de sombra e escondendo com suas asas a dor de ter sido destruída, afundara num rock maldito. Trancando em si um grito indignado, permanecera no escuro, ainda que tropeçando no flash de tantas câmeras. Preocupara-se em fingir indiferença no seu andar e, nem assim, conseguira ir pra longe dali: subia e descia a escada.
Sem encontrar resposta e sem ser encontrada. Não fora sequer notada. Morcegos e corujas não arriscaram aproximar-se. Toda droga, que até seria muito bem vinda, foi droga que ela não deixara entrar. E por que não?
Chegou a sentir pena de si mesma. Ensurdecida e sem o que comentar, sem o que reclamar. Desejava não lembrar aquele cenário escorrendo tinta.}


Naquele dia, você chegou tarde demais. Na verdade, nem chegou de verdade... Pra mim. As palmas geladas das mão não foram consolo e, quem engole o sofrimento assim, pelos cantos mais ocultos, acaba não precisando de consolo algum. Ainda lembro o cenário, aí me escondo... E escorro.


2 comentários:

  1. Uauu e voltou em alto e bom estilo,q vc permaneça entre nós, qdo estiver assim meio seminspiração, vem aqui copia e cola algo q mova sua alma e presentei-nos com sua presença, aceite do tio Castanha bjos, bjos e bjossssssssssss

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  2. "e, quem engole o sofrimento assim, pelos cantos mais ocultos, acaba não precisando de consolo algum."

    Toda regra tem sua exceção, eu por exemplo quando engulo o sofrimento é quando mais preciso de consolo mas não tenho coragem de pedir, quero que as pessoas percebam isso.

    Dani e sua mania de lavar nossas almas!rs
    Lindo!

    Beijos

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Críticas são sempre bem vindas, comentem a tragédia (ou não).