30 de dezembro de 2012

Freak

Às vezes é raro e às vezes é quase de vez em quando. Com essa frequência, me sinto de cabeça pra baixo. Ou só com a cabeça num lugar escuro. Ou o corpo inteiro mesmo. Fico querendo me desprender e me perder num buraco onde o tempo não seja meu parâmetro. Pensei que, talvez, eu não esteja relaxando ou, talvez, eu só queria chamar atenção e estragar tudo. Significo essa agitação por um tempo e perco o sono. Insisto em permanecer debaixo do cobertor mesmo quando a noite é quente. Só quero gastar a energia que sobra em mim com algo extravagante e não encontro solução.


Que difícil pode ser queimar uma ponte! Queria eu ter enxergado isso antes. Teria me custado menos momentos de dúvidas e, principalmente, menos esforço para me manter longe disso, fisicamente e em pensamentos. Será que se eu soubesse antes, teria dado pra trás naquela hora? Com certeza. O problema é que a gente se ilude e esquece a força que tem um desejo. Esquece que as consequências sempre pesam em algum momento. 
É um lado escuro meu que só eu mesma para saber... E conseguir controlar para que nada desande novamente. 


7 de outubro de 2012

Alto contraste

Me misturava com o ambiente e via nas paredes, principalmente, as marcas de uma ideia recém-nascida. O som moldava meu corpo e esculpia uma personagem de coração mais resistente, porém, muito mais pesado.

{Menina-mariposa, se fantasiando de sombra e escondendo com suas asas a dor de ter sido destruída, afundara num rock maldito. Trancando em si um grito indignado, permanecera no escuro, ainda que tropeçando no flash de tantas câmeras. Preocupara-se em fingir indiferença no seu andar e, nem assim, conseguira ir pra longe dali: subia e descia a escada.
Sem encontrar resposta e sem ser encontrada. Não fora sequer notada. Morcegos e corujas não arriscaram aproximar-se. Toda droga, que até seria muito bem vinda, foi droga que ela não deixara entrar. E por que não?
Chegou a sentir pena de si mesma. Ensurdecida e sem o que comentar, sem o que reclamar. Desejava não lembrar aquele cenário escorrendo tinta.}


Naquele dia, você chegou tarde demais. Na verdade, nem chegou de verdade... Pra mim. As palmas geladas das mão não foram consolo e, quem engole o sofrimento assim, pelos cantos mais ocultos, acaba não precisando de consolo algum. Ainda lembro o cenário, aí me escondo... E escorro.


2 de outubro de 2012

Voltando(?)

Super interessante pensar em voltar a postar por aqui! Porque, claro, já que a última inspiração bateu há quase um ano, dezembro de 2011, muita coisa ficou faltando.
Quem já passou por isso sabe como é um impacto maior ainda, depois dessa distância toda (não só do blog, mas de desabafar dessa forma) reler tudo o que foi postado e perceber que quase nada continua fazendo sentido! As pessoas de quem falamos não são as mesmas ou já não valem um tiquinho de consideração... As nossas ideias mudaram, o estilo, o jeito de levar tudo isso, o jeito de fazer arte.
E ainda bem!

Espero mesmo deixar alguns registros de pensamentos por aqui, mesmo que não frequentemente, só pra não acabar deixando isso de lado pra sempre, afinal, ainda me faz muito bem essa coisa de compartilhar!