23 de dezembro de 2011

white

Não estou certa de que a arte que pulsa aqui, em mim, consegue permanecer nesse mesmo estado: "dentro". Sim, pois, tanto quanto o som, ela precisa de espaço, superfície para refletir. Não é algo que dê para engolir e manter estagnado garganta adentro, principalmente quando existe a vontade de colorir um olhar, um riso, uma melodia, um toque.
Às vezes, sinto mais barulho dentro do que fora, enquanto ouço a pressa dos automóveis, o jazz de algum bar, o nascer da escuridão no céu. E é aí que dou liberdade ao que me preenche, propositalmente ou sem querer... mas creio que, independentemente disso, uma hora tenha que transbordar.