18 de setembro de 2011

Fechadura, cadeado, chave

O tempo não é o grande inimigo, como se diz, "o buraco é mais embaixo". O real problema é aquilo que trás a vontade de fazê-lo passar, e bem depressa, para que não se sinta o que há de pior.
É tanto para fazer por tão pouco, e em períodos tão pequenos. Toda forma de desgaste por tudo que não vale o esforço. O falso poder alheio serve de guia para a sociedade que, vendada, segue rumo a um abismo. Imposição, indução, competição, corrosão... E vive, ainda assim, a tentativa de encontrar o "lugar" ao qual pertencemos. Frustração e preocupação nos pertencem, portanto. São instituições que nos arrancam a autonomia, nos despedaçam, assassinam a criatividade e a motivação.
Procura-se por ligações fortalecidas entre as pessoas, em meio a tudo isso. Tomamos fôlego e repetimos mentalmente, continuamente, palavras de consolo. 
Estamos sufocando e gritando por ajuda em silêncio, trancados em cômodos escuros. Somos todos vizinhos.