21 de agosto de 2011

Contra o silêncio, movimento.

Ideias, movimento e voz. Nessa ordem. Estaremos mesmo encaixados num espaço de tempo ou modelo em que conformismo, comodismo, inércia nos impedem de construir essa sequência? Deveríamos levar em conta o individualismo, enquanto estamos todos ligados através do anseio por igualdade e quebra de correntes?
Criticar a sociedade e apenas esperar atitudes alheias por uma mudança acaba sendo tão condenável quanto a certeza de que há repressão em suas diversas formas e escolher fechar os olhos para isso. Contudo, em certos casos, é preciso considerar que, não havendo grandes resultados com o tempo, o desgaste surge e, apesar das esperanças, a luta por ideais torna-se enfraquecida quando não se consegue a devida organização e união, arrancando de muitos guerreiros a força necessária para resistir, continuar batalhando ou, até mesmo, acreditando. A frustração se apresenta. Assim, condenável mesmo, pode ser o fato de que muitas pessoas ao menos possuem consciência de que sofrem constante exploração.
A grande questão seria: qual a saída quando não resta fé?
Óbvia é a resposta, portanto, que tomemos atitudes. Que juntos possamos manter acesa a chama que evita a desistência, apontando que o “melhor” pode estar distante, mas está por vir. Que nos manifestemos e sejamos capazes de nos considerar campeões apenas pela tentativa. “As vitórias podem se dar através do processo coletivo de mobilização”. O que de tão grande é perdido quando se arrisca, enquanto se está ganhando voz? Com certa insistência e desejo de libertar-se, enxerga-se a capacidade que temos de nos organizar politicamente para a concretização daquilo que for tão esperado, passando por cima de entorpecentes e indiferença.
Que a capacidade de se indignar seja resgatada, afinal, é por aí que se altera qualquer tipo de sistema que nos torne submissos a um grupo de seres humanos, que são como nós, mas somente teoricamente com os mesmos direitos. Foi por aí que sempre se destruiu barreiras, somos “herdeiros de todos aqueles que morreram, lutaram, se indignaram”, não podemos ser a geração que se cala diante da visão de uma sociedade caminhando, cada vez mais, para uma condição desprezível.
Olhando para direções aleatórias, enxergamos exploração. E enxergamos traços de revolta. Que comecemos a notar, também, a crescente força de vontade coletiva colocando itens em seu devido lugar.

11 comentários:

  1. Olá, o dificil é tomar atitudes, elas tem gosto amargo, iguais a remédios.
    bjOus

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  2. concordo plenamente, adorei o texto.

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  3. Olá moça, belo texto! Crítico e conscientizador! Da dó saber que nossa geração se mostra estagnada e submissa. O resultado é um só...
    Li certa vez uma vitaçãode Verônica Heiss que dizia o seguinte:‎"Estão construindo uma sociedade conformada e sem vontades, que acredita na criminalidade de seus sonhos e direitos."
    Lamentável esta verdade!
    bjs e parabéns pelo texto!

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  4. Infelizmente temos medo de tomar atitudes, de dar a cara pra bater.
    Mas tenho esperança que um dia acordemos pra vida antes que seja tarde.
    Belo texto flor, você sempre consegue falar bem sobre qualquer assunto.

    Beijos

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  5. Tão difícil dar o primeiro passo pra sair da zona de conforto, não?

    Um beijo.

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  6. Linda, você escreve muito bem! Amei, to te seguindo. Beijo no coração.
    www.aurevoirsaudade.blogspot.com

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  7. é difícil tomar as atitudes certas ou se tomarmos uma atitude, será que é a errada? é complicado tomar uma atitude, mesmo sabendo que tá tudo certo, mas que precisa ser mudado.

    texto muito bom! adorei a forma como escreveu, você consegue se expressa muito bem ;D
    bom domingo
    beijos :*

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  8. E eu que não passava por aqui, leio um texto forte desses. Você andou sumida moça, mas suas palavras fortes fizeram falta por aqui. Texto de personalidade, concordo com muito do que você escreveu. Beijos

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  9. O que se vê hoje em dia é muita gente dizendo que tá errado mas não fazendo nada pra melhorar.O que é pior é que nem sei se algum dia isso vai mudar.
    Beijos!

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  10. Gerações silenciam enquanto deixam os teoricamente superiores fazer o que bem entendem.
    A revolta escondida em cada um precisava acordar logo hein?!
    Texto bom demais.
    beijos

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Críticas são sempre bem vindas, comentem a tragédia (ou não).