8 de janeiro de 2011

Smile like you mean it

Sinto falta de sorrir. A todo momento vivo deixando à mostra em minha face uma série de sensações, mas não me sinto digna desse ato. Isto é, apenas sei disfarçar o que sinto, exagerar momentos de alegria e forçar algumas risadas quase simpáticas. Pode até ser que, por alguma razão, possua o dom de atuar, afinal, por vezes considero a possibilidade de usufruir diariamente de uma coleção de máscaras, cujas dimensões se definiriam por inimagináveis. Sinto falta, então, não da ação de falsificar felicidade através do conjunto lábios, dentes e olhar, mas sim, de usá-lo para reagir a algum verdadeiro motivo para ficar feliz e permanecer nesse estado. 
Colocando em palavras o que atualmente habita meus pensamentos, espero não dar a entender que ando cercada por calamidades, me intriga somente o fato de, já há algum tempo, não sorrir com incrível vontade, como quando todas as peças de um quebra-cabeças parecem, de repente, se encaixar e é simplesmente incogitável desmanchar a expressão. 
Tenho me indagado a respeito do assunto sem encontrar explicações coerentes para a falta de frequência de algo tão bom e puro. Mergulho nos detalhes de um passado agradável em busca do que eu traria de volta ao presente e, ao mesmo tempo em que compreendo o fato de determinadas coisas terem se tornado apenas memórias, considero descuido declarar outras como sem vida. Me sinto capaz de resgatar aquilo que me fez bem das garras do tão citado "era uma vez" mas, após esse feito, poderia eu atingir meus objetivos que não exigem o "feliz para sempre", e sim, "feliz pelo tempo que for"? Até agora, uma muralha de dúvidas tem me intimidado e cada fração de sua extensão relaciona-se a algum medo: o de ferir os que amo, de acabar repleta de arrependimentos, de ser iludida por minhas próprias expectativas. Não encontro mais chão sob meus pés, o que me impulsiona a tomar o controle da situação, baseando-me no fato de que devo ser sincera comigo mesma para obter o melhor e estímulos (antigos ou recentes) para mostrar o cartão de visitas, próprio e natural de cada um: o sorriso. É como o reflexo de nossa alma e em momento algum deveria transmitir o que não somos, é como mentir para o mundo, para o espelho e para nossas próprias virtudes. 
Pergunte-se com que frequência você sorri de verdade e o que é que o leva ao resultado, acredite: tem me auxiliado. Meu rumo ainda estou destinada a escolher e sobre o futuro não possuo convicção, porém "detalhes" como estes não irão cair em esquecimento novamente.

12 comentários:

  1. Acho que não vale nada falsificar um sorriso,pois os dentes e lábios não demosntrarão a mentira,mas os olhos serão claros.
    Beijoos;*

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  2. Melhor passar o tempo que for com a sinceridade da amargura do que com a falsidade de um sorriso.

    Meu beijo!

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  3. Baah, seu texto me faz pensar muuuito!
    "Pergunte-se com que frequência você sorri de verdade e o que é que o leva ao resultado, acredite: tem me auxiliado." Dormirei pensando nisso!

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  4. sorrisos falsos são como identidades forjadas, uma hora você já não sabe quem é, assim como não sabe o que sente, belo texto.
    Olha como o mundo é pequeno você mora na minha cidade né? e por acaso é irmã de uma Renata Cantalício ?
    Um grande beijo;*

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  5. As vezes as lembraças são uma espécie de droga que usamos no dia a dia para dar uma pouquinho de alegria áquela saudade que vem nos visitar todos os dias.

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  6. Texto reflexivo esse Dani. Sorrimos milhares de vezes por dia e podemos contar nos dedos quantas vezes sorrimos com 100% de sinceridade.
    As lembranças sempre nós fazek sorrir, aquele sorriso de nostalgia que as vezes é muito bom.
    Sou do tipo de pessoa que prefere uma lágrima sincera do que um sorriso falso. Mas algumas pessoas não merecem saber com estamos realmente, e por isso que saem os sorrisos que não são intensos, verdadeiros.
    Amei o texto flor!

    Beijo grande pra ti! ♥

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  7. Muitas vezes um sorriso esconde lágrimas. Mas sorrir faz bem, é terapia, e quanto mais se pratica, mais se apega e se acostuma. Adorei cada palavra :*

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  8. Adorei o texto, nao fico muito atenta ao que me faz sorrir, acho que o inesperado em faz sorrir....mas tem de ser espontâneo...Sorrisos verdadeiros, destes únicos e intransferíveis, são mesmo incomparáveis! Mas sorrisos constantes não me convencem!
    bjs e obrigada pelo carinho em meu blog! :)

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  9. oi Dani! sabe, sorrir de verdade faz uma falta né? mas não acho que você deva ficar vasculhando no que passou e te deixou feliz, você deve olhar o que ficou e tirar dali motivos pra sorrir. você mesma disse que o que virou memória deve ter seus motivos, não é mesmo? mas enquanto não sorrir verdadeiramente, continue tentando, porque a prática leva a perfeição. e quando sentir vontade, chore também. gosto de ver que com o tempo e os textos, você vai aceitando algumas coisas, descobrindo outras. isso é muito bom. um beijão pra ti!

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  10. linda tem um selinho pra voce no meu blog, espero que goste.

    p.s: A Renata é do meu colégio, que mundo minusculo, não?

    beijos querida ;*
    http://greenapple205.blogspot.com/p/selinhos.html

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  11. "Até agora, uma muralha de dúvidas tem me intimidado e cada fração de sua extensão relaciona-se a algum medo: o de ferir os que amo, de acabar repleta de arrependimentos, de ser iludida por minhas próprias expectativas."

    Fiquei surpresa ao ver que nossos medos são os mesmos, exatamente.
    Acho quase sempre difícil demais saber quando colocar um ponto final, quando desconsiderar. E as dúvidas são normais, nos motivam a buscar as repostas e, enfim, encontrá-la.
    Fiquei surpresa também por pensar e descobrir que eu sorrio fácil até demais, não preciso de muito.

    =*

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  12. Uauau um belo text, fala de vida, de alma e coração, gostei muito de cada linha fiz uma bela leitura, pra vc bjos, bjos e bjosssssssssss

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Críticas são sempre bem vindas, comentem a tragédia (ou não).