31 de agosto de 2010

Justifico, agradeço, indico.

Tenho andado meio ausente em relação ao blog, não estive comentando e muito menos postando o que quer que seja. Peço desculpas por isso, agora já estou me livrando de distrações e vou voltar a entrar todo dia! 
Apesar da demora, não deixaria, é claro, de agradecer pelos selos que me foram indicados e é com muito carinho que os repasso para alguns que merecem ♥ (Carpe Diem, Simplesmente Bela, -be a girl., Undisclose Desires, Constelação dos sonhos).

• Este eu recebi da Ariana Coimbra, de Pensamentos em palavras. Não sei como não dizer que as palavras dela me confortam, que ela é ótima em transformar seus sentimentos em textos (que leio com muito animo) e que a admiro muito. Com certeza tem talento e vai longe. É um blog que realmente vale a pena visitar, falo muito sério. Obrigada pelo carinho!




• Esse e o próximo recebi do Rodolpho Padovani, de A arte de um sorriso. Aconselho a todos. Nunca encontrei um texto que não gostasse ou que pudesse dizer que precisa de alguns ajustes, sou fascinada pelo modo como escreve e me espelho em muito do que leio vindo dele. Agradeço de coração! Achei uma idéia legal também postar o nome da criadora do selo: Mandy, ou A menina dos olhos de mel


Sigo a regra e respondo:
• O que é mágico pra mim: 
Mágico é o que nos faz bem fisicamente, interiormente, espiritualmente. Mágico é o que nos faz evoluir, sentir, vibrar em harmonia, refletir.






• Mostrar uma imagem que acho mágica:
o pôr do sol , uma das minhas fotos :)

24 de agosto de 2010

"there is one thing I can never give you,

 my heart will never be your home" oasis- stand by me


Apenas me entende quem sabe como é se sentir assim. Possuo um vazio e não acredito que haja resposta para preenchê-lo. Pelo menos, não por enquanto. Sei que esse texto soa como um pedido de ajuda, que coloco essas palavras no papel para tentar amenizar o que ecoa e arranha meu interior, porém, não encontro forças para apostar que tudo vai se acertar em mim.
Como faço para capturar um sentimento que não me habita? Quero dizer, eu realmente gostaria de me sentir completa, não sou capaz de me obrigar a transformar minha maior insegurança na mínima sensação de certeza.
Gostaria mesmo de pensar, ao menos uma vez, que sou o suficiente para quem amo. Queria poder dizer a mim mesma que completo-o como mais ninguém e que os sorrisos e olhares pertencem a mim. É horrível e uma grande repressão quando se enxerga que a pessoa que está ao seu lado deseja o que você nunca poderia oferecer.
Respiro essa angústia. Vivo uma injuria fingindo que estou bem quando, na verdade, peço constantemente para forças maiores a realização de morar no coração de quem desejo, dar-lhe as maiores alegrias, cores e motivação, fazê-lo acelerar ou quase parar, se conveniente.
Quando deito a noite, não me esqueço de que melhor seria não me lembrar daquele "alguém", mas algo insiste em me fazer pensar e então, me perco. Me perco (por tempo indeterminado) em minhas teorias, sonhos, medos e, por fim, mergulho em minhas fraquezas. Essa é a parte em que dou de cara com um nada, um lugar escuro e perdido que sou obrigada a frequentar diariamente: o vazio de não poder dar amor e completar quem amo.

17 de agosto de 2010

Um novo compasso, um novo lugar.



Meu coração se acalma. O ritmo das batidas diminuiu, diminui... Diminui, como a melodia de uma canção agitada querendo fugir do tempo. O compasso foi quebrado, talvez esteja prestes a conhecer um novo.
Gosto do lugar onde me encontro. Sua simplicidade me surpreende. Não é muito grande e nem pequeno, é ideal. Não sinto a presença do frio, não sinto a presença do quente, quase não sinto minha própria presença. O único sentimento que ocupa o local era desconhecido por mim até então. Descrevo-o como sendo uma quase paz. Quase, pois aqui ainda circulam lembranças suas. Quando bate uma brisa, mesmo que praticamente imperceptível, aprecio o jeito com o qual elas dançam no ar, brincam, se contorcem, desdobram-se, mudam de cor, caem ao chão. Me encanto com o espetáculo, não deixando passar despercebido qualquer ponto de vista. De vez em quando, uma ou outra me desconfortam. Não dura muito, afinal, diversas outras me cegam com sua magia. Palavras são incapazes de descrever tamanha beleza.
Não sei, ao certo, onde onde estou. Não sei, também, onde você está. Sei, apenas, que aqui é exatamente onde desejo ficar.

11 de agosto de 2010

"You could love me if I knew how to lie ,

... but who could love me? I am out of my mind, throwing a line out to sea to see if I can catch a dream"


Me pergunto se é isso mesmo que você quer, se esse impasse lhe faz bem de verdade. Afinal, sempre tive em mente que se esconder não é uma boa saída, apesar de confortante. Melhor dizendo: esconder-se não é uma saída.
Gostaria de olhar diretamente para os seus olhos e dizer, friamente, que você aprendeu a se acomodar mentindo para si mesmo (não chegará a lugar algum). Não falta coragem para fazê-lo, pelo contrário. Tentei ser sincera na última vez em que nos falamos, aliás, fui sincera mas, a essa altura me sinto cada vez menos estável para ter uma conversa sem perder o controle sobre mim mesma. Posso admitir, então, que você me tornou vulnerável. Posso admitir, também, que conto nos dedos as vezes em que isso aconteceu durante a minha vida.
Como você se sente ignorando tudo entre nós? Será que é prazeroso apagar cada detalhe? Devo considerar correta a sua decisão que lhe torna forte e me enfraquece dia após dia? Fui eliminada da sua vida, posteriormente, de você. Mal posso ter minhas perguntas respondidas, pois a oportunidade para tal me foi tirada. 
No fundo, eu amo mesmo você e, mesmo não lhe retribuindo de igual forma, não significa que não senti e não sinta nada. É fato que sua ausência me machuca, muito. 
Avistar-te e fingir que não existes é algo que eu ainda sou incapaz de fazer. Mudarei apenas porque tua vontade me "obriga". 
Tenho grandes expectativas, ainda que pareça em vão, de uma volta. De que você volte a me tratar com o respeito e cuidados que, alguém que um dia lhe fez muito bem, deveria merecer. Para não se esquecer, repito que não há outro como você em meu pensamento. O que algum dia foi completo, hoje sofre pelo vazio que o habita.